Brasil: Região Sul

Região Sul do Brasil é a menor das cinco regiões do país, sendo maior que a área da Espanha e menor que o estado brasileiro de Minas Gerais. Divide-se em três unidades federativas: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sendo limitada ao norte pelos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, ao sul pelo Uruguai, a oeste pelo Paraguai e pela Argentina, além de ser banhada a leste pelas águas do Oceano Atlântico. Sua populacão é de mais de 26 milhoes de habitantes.

Sua maior característica é o modo de colonização e o tipo de colonizadores recebidos. A Região Sul começou a ser colonizada durante os séculos XVII e XVIII. Em 1648, os portugueses foram os fundadores do Paraná. As populações recebidas pela região foram uma pequena quantidade de escravos africanos, porém, uma grande quantidade de imigrantes vieram do Uruguai, da Argentina, dos Açores, da Espanha, da Alemanha, da Itália, da Polônia, entre outros.

Os europeus foram os introdutores do sistema de pequenas e médias fazendas. A ciência agrícola trazida da Europa para o Sul do Brasil foi a viticultura (ciência que estuda a produção da uva), adaptada à Serra Gaúcha (nordeste do Río Grande do Sul)

A população das cidades da Região Sul cresceu muito nos anos mais recentes.

 As cidades mais populosas são, em ordem de quantidade de moradores:

O Jardim Botanico de Curitiba

1°) Curitiba (Em Paraná, 1.900.000 hab): Fica longe do Océano Atlântico (110 quilômetros). É uma importante parada comercial  desde 1693, quando foi fundada. Classificada pelo Índice Verde de Cidades de 2015, realizado pela Siemens com a Economist Intelligence Unit, como a mais ambientalmente sustentável da América Latina: Ao tornar-se uma metrópole-modelo, Curitiba aproveitou também para se lançar como uma cidade turística.

O maior evento cultural acontece em março: o Festival de Teatro de Curitiba é um dos cinco maiores eventos de artes cênicas do mundo.

O Festival 2019, com uma grande diversidade de peças, gêneros teatrais, espaços, produções e tendências das artes cênicas

Ocorre habitualmente em março e abril, com mais de 350 espetáculos, aproximadamente 2.100 artistas, ocuparão 71 espaços de Curitiba e Região Metropolitana, levando arte acessível aos curitibanos e turistas que visitam a cidade durante todo o período.

A zona hoteleira mais nova e agradável, porém, está na região do Batel, um bairro central com inúmeros bares e restaurantes . Por ali você vai estar junto ao comércio mais sofisticado e à vida noturna mais animada da cidade. Na zona mais bacana estão o Quality Hotel Curitiba, o Slaviero Conceptual Full Jazz, o Transamerica Prime Batel.

2°) Porto Alegre (Em Rio Grande do Sul, 1.500.000 hab):  Possui uma geografia diversificada, com morros, baixadas e um grande lago: o Guaíba. Está a 2.027 Km da capital nacional, Brasília. A cidade constituiu-se a partir da chegada de casais açorianos em meados do século XVIII. No século XIX contou com o influxo de muitos imigrantes alemães e italianos, recebendo também espanhóis, africanos, poloneses e libaneses.

Porto Alegre

Sede da maior concentração urbana da região Sul e quinta mais populosa do Brasil, desenvolveu-se com rapidez e hoje abriga quase 1,5 milhão de habitantes dentro dos limites municipais e cerca de 4.400.000 habitantes na região metropolitana.

Por dois séculos e meio Porto Alegre acreditou ser banhada pelas águas do Rio Guaíba. Um dia os porto-alegrenses acordaram com a notícia de que o seu rio é, na verdade, um lago (e que isso mudaria também as regras de ocupação das margens). A nova denominação ainda causa controvérsia –e é um ótimo assunto para puxar quando você não quiser falar de futebol.

O lago do Guaiaba

Nos últimos tempos Porto Alegre vem ganhando ares cada vez mais cosmopolitas. Para descobrir uma das mais surpreendentes capitais brasileiras, basta aproveitar as folgas de uma viagem a trabalho e seguir a agenda dos porto-alegrenses.

O elegante bairro dos Moinhos de Vento tem tudo: localização central, hotéis, restaurantes, cafés, lojas de rua, shopping e um pequeno parque.

3°) Floreanópolis (1.200.000 moradores) é a capital do estado brasileiro de Santa Catarina. A economia de Florianópolis é fortemente baseada na tecnologia da informação, no turismo e nos serviços. A cidade tem mais de 100 praias registradas e é um centro de atividade de navegação. É o destino de muitos turistas argentinos.

Nos últimos tempos nenhuma cidade emplacou com tanta força no imaginário nacional quanto Florianópolis.

A combinação do número cabalístico «42 praias” com a expressão mágica «qualidade de vida” faz de Floripa um destino desejado tanto para passar férias quanto para viver. Auto-estradas, túneis e viadutos têm sido construídos para acomodar o crescimento da cidade, que segue atraindo migrantes de alta escolaridade e poder aquisitivo.

Florianópolis: Lagoa da Conceição
A cidade de Florianópolis

«Escolha Florianópolis por tudo que a cidade tem, mas leve em conta o que a cidade não tem. Você não vai encontrar em Floripa um calçadão na praia com barzinhos enfileirados, como em outras capitais litorâneas. É uma cidade carente de atrativos culturais -se não der praia ou estiver muito frio para atividades na natureza, você vai acabar se refugiando em restaurantes ou nos shoppings».

Desenvolvimento industrial da Região Sul

O desenvolvimento industrial da região foi iniciado nas décadas mais recentes principalmente no Rio Grande do Sul, nordeste de Santa Catarina e Região Metropolitana de Curitiba. Na região de Criciúma, em Santa Catarina, estão localizadas quase a totalidade das reservas de exploração de carvão no Brasil. O potencial energético, que as inúmeras cachoeiras dos rios das bacias hidrográficas do Paraná e do Uruguai representam, hoje se aproveita muito nas usinas hidrelétricas.

A Região Sul propriamente dita é um grande polo turístico, econômico e cultural.

Oktoberfest em Santa Catarina

A Oktoberfest de Blumenau (única cidade média-grande de Santa Catarina com 350.000 hab) atrai turistas do Brasil e do exterior, especialmente da Alemanha. mas também de países vizinhos da América do Sul e da América do Norte, sendo considerada a maior festa alemã das

Américas e a segunda maior do mundo -atrás apenas da Oktoberfest original, em Munique. Segundo o site oficial do evento, em 2019 a Oktoberfest de Blumenau, atraiu 731.934 visitantes.

No Rio Grande do Sul, a Oktoberfest é realizada em diversas cidades. As maiores são a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul, que é realizada desde 1984 e reúne cerca de 450.000 pessoas a cada edição e a Oktoberfest de Igrejinha, realizada desde 1988, que é considerada a maior festa comunitária e filantrópica do Brasil (3.000 pessoas, o que representa mais de 10% da população da cidade, trabalham voluntariamente no evento).

Oktoberfest do Paraná

A maior Oktoberfest do Paraná, acontece em Marechal Cândido Rondon, região oeste do estado, que conta com a presença de mais de 60 mil pessoas por ano, o que não seria para menos, pois a cidade é conhecida como a mais germânica do Paraná.

Serra Gaúcha

A Serra Gaúcha é um acidente geográfico no nordeste do estado do Rio Grande do Sul. Apresenta características socioculturais específicas, como acentuada influência alemã e italiana, grande produção de uvas e vinho e desenvolvida indústria turística.


Guga Kuerten

Personagems

Umo dos maiores mais conhecidos esportistas da regiao é Gustavo Kuerten, Guga, um ex-tenista profissional brasileiro, Tricampeão de Roland-Garros, é considerado o maior tenista masculino da história do Brasil e um dos maiores tenistas da história do tênis mundial. É o único tenista da história a ganhar de Pete Sampras e Andre Agassi no mesmo torneio, naceu em Florianópolis, 10 de setembro de 1976

O falar gaúcho

O modo de falar do Rio Grande do Sul e algumas partes de Santa Catarina e Paraná (especialmente o oeste destes estados), a exemplo do de outras partes do Brasil, possui expressões próprias, diferenciadas da linguagem padrão brasileira. Muitas dessas expressões são compartilhadas pelas populações dos países vizinhos da bacia do Rio da Prata: Argentina e Uruguai. É grande a influência do castelhano no sotaque e no léxico gaúchos. Existem diversos livros e dicionários que colecionam palavras e expressões gaúchas. Recentemente, um projeto chamado Tchepédia, busca reunir estas expressões de forma colaborativa online.

O uso do gentílico «gaúcho» como sinônimo de sul-rio-grandense surgiu após o movimento literário romântico e regionalista de fins do século XIX e início do século XX, quando as raízes dos habitantes locais começaram a ser investigadas e valorizadas. No Uruguai e na Argentina, se usa o termo «gaucho» como sinônimo de trabalhador rural, sendo esta considerada a cultura nacional por excelência em ambos os países. Os estados de Santa Catarina e Paraná, em especial, concentram uma grande quantidade de descendentes recentes de gaúchos, em geral ligados à atividade rural, que procuram mantém as tradições gaúchas através de Centros de Tradições Gaúchas, que mantêm certa influência sobre a cultura de muitos destes lugares. Uma grande quantidade de gaúchos ultimamente tem migrado para a região Sudeste do Brasil.

Fontes:

A Região Sul é á mais perta de Buenos Aires…

  • ¿Vocé conhece?
  • ¿Conhece alguém que haya viajado? ¿Que contou do lugar?

Alejandro Puga

Daniela Díaz

“Digesto de Costumbres Registrales Tomo II”, Compilación

«Yo sé que fue mamá quien echó a papá de casa, pero la entiendo: él es un tipo insoportable»

«Y contradictorio, muy contradictorio. Todo Posadas sabe que él regentea el prostíbulo ´Rímel´, que ahora se juntó con una chica muy joven y que tiene costumbres ´disipadas´. Sin embargo espantaba de la casa a todos mis amigos!»

«Se ponía celoso y los molestaba, les hacía la vida imposible, los cansaba. Entonces todo era un escándalo, mi hermanita María Itatí se ponía a llorar, mamá gritaba para hacerla callar, el perro que no paraba de ladrar. Y yo perdía a mis amigos —con alguno ya había pasado ´algo´— que preferían no volver más a casa.

«Ahora con mamá todo es distinto. Desde la separación, ya tuve como cuatro novios y a Sebastián —el hermano de tu compañera de banco— le permite quedarse a dormir con nosotras los viernes».

«A papá lo extraño un poco, pero cada vez menos. A fin de cuentas, creo que estamos mejor nosotras solas».

Estas son algunas de las cosas que Daniela Díaz le dijo a Julieta Torres —una nueva compañera de curso— durante el primer recreo del jueves 22 de abril, en el patio del Polimodal «Horacio Quiroga»

Alejandro Puga

Libro «Digesto de Costumbres Registrales II», Mayo de 2001

Aníbal Buján

“Digesto de Costumbres Registrales Tomo II”, Compilación

«No puedo hablar mal de Roberto Echenagucía. Es mi patrón desde hace más de 10 años, todos los meses pagó en fecha y siempre depositó correctamente mis aportes».

«Mi padre perdió su trabajo en la ´Forestal Misiones´ a los 61 años. Por desventajas físicas, debió abandonar su tarea de leñador después de más de 40 años en la empresa. Esperaba entonces recibir una compensación acorde a su esfuerzo y jubilarse decorosamente».

«Pero no bien comenzó con los trámites, la empresas retrasó su retiro con muchos obstáculos y respuestas jodidas: parece que la patronal nunca había declarado legalmente la existencia de mi padre como empleado de la compañía. Y así fue como mi papá —después de haber trabajo toda su vida— murió «bancado» por mi hermano y por mí».

No quise repetir esta historia y a los 47 años —cuando cerré definitivamente mi juguetería— me puse a trabajar por escaso dinero en el Registro Automotor de Roberto Etchenagucía. Y es que el sueldo no me importa tanto —todavía puedo vivir de mis ahorros de la juguetería— sino que Roberto deposite correctamente los aportes que van a asegurar mi jubilación. Y así es. Todos los meses pido mis resúmenes de legajo y Roberto cumple sin demoras».

«Y así fue como se fueron dando las cosas, porque la confianza trae el respeto y el respeto acerca el afecto (llegamos incluso a tomar clases de cocina juntos hasta no hace demasiado tiempo)»

«No sé cómo está Roberto ahora. Ya no charla conmigo ni compartimos caminatas. Sé que su mujer siempre tiene algo que reprocharle, que sus dos hijas —muy influenciadas por las madre— están alejándose de él y que comenzó una relación sentimental difícil con la profesora que nos dictaba clases de cocina».

«Yo espero que todo mejore y que Roberto vuelva a ser el tipo de siempre. Hasta me gustaría que se anime a publicar alguna de esas cosas que escribe…»

Aníbal Buján, empleado del Registro de Roberto Etchenagucía, contó estas cosas en la cola del Banco de Misiones, donde concurre mensualmente a depositar doce pesos en su «Caja de Ahorros Especial». Con estos ahorros piensa «agregar algo más a la jubilación», según explica.

Alejandro Puga

Libro «Digesto de Costumbres Registrales II», Mayo de 2001

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